O Feminismo nas passarelas do Paris Fashion Week

A Semana de Moda de Paris termina hoje e eu já posso afirmar que o grande destaque do evento foi o desfile da Chanel.

Que Karl Lagerfeld é um gênio, todos já sabem. Mas ele é mestre na especialidade de inserir dentro das passarelas traços da sociedade. E foi essa a sacada que o estilista teve: mostrar a força da mulher através de um desfile em forma de protesto feminista.

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A rua cenográfica do Grand Palais recebeu várias modelos. Entre elas estava Gisele Bündchen, que vinha a frente dizendo palavras de ordem através de um megafone. Nos cartazes trazidos por outras modelos e até em alguns dos acessórios utilizados por elas, lia-se frases como: “Vote em Coco”, “Seja sua própria estilista”, “Faça moda, não guerra”,”Primeiro as damas”. Tudo com o intuito de compor o cenário feminista da Primavera-Verão Chanel 2015.

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Cara Delevigne (à direita) também comandou o “movimento” com um autofalante.

Karl se inspirou no contexto sociopolítico de 68 e, principalmente, nas ruas. O corte das peças traz de volta a elegância da alfaiataria. Não se vê nenhum salto na passarela justamente por retratar o street style da época. Há muitos sapatos com aquele design clássico da Chanel (aquele da ponta preta, coisa mais linda!), porém sem o salto alto. As botas aparecem na coleção com estampas coloridas e psicodélicas assim como nas roupas. Listras, xadrez, cores vivas. A estamparia chegou em peso!

Confira algumas das composições que passaram por lá:

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Há quem discorde desta mistura de moda com política (ou outros assuntos sociais), mas eu acho que essa é a graça. Arte é isso! E a Chanel deixou bem claro a sua mensagem, conseguindo vender a ideia de quê “as mulheres tem o direito de ser elegantes”. Deixando o lado fashion um pouco de lado e trazendo meu lado publicitário à tona, tenho que admitir que super curti o conceito!

No vídeo abaixo, Karl explica para a WWD o que ele quis mostrar na coleção Spring Summer 2015. Mesmo que você não entenda, pode assistir que está super claro e vale muito a pena. ;)

E você, o que acha dos apelos sociopolíticos através da arte (moda, em específico)?

Compartilhe com a gente a sua opinião. ;)

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